28/04/2008 - INFORMATIVO RURAL - Olir Schiavenin

Importações de alho
Saíram os números das importações de alho do mês de março. Alho desembaraçado pela Receita Federal que realmente entrou oficialmente.
Em março o Brasil importou 1,414 milhões de caixas. Quase o consumo nacional. Considerando o consumo do país de 1,6 milhões, sobrou para o alho do sul apenas 186 mil caixas. O mercado está muito ofertado pelos alhos importados, por isso essa queda no preço e mercado em baixa. O alho argentino com baixa qualidade e o alho chinês muito barato deixaram o mercado assim. Com este quadro não vemos a tendência de melhora para abril. Desse total de 1,414 milhões de caixas, 798 mil foram da Argentina e os 599 mil da China.
De dezembro de 2007 até março de 2008 (safra coincidente com a do sul) entrou no Brasil 55,145 milhões de caixas, o que dá uma média de 1,378 milhões/mês. Lembrando que em dezembro ainda tinha alhos remanescentes do cerrado.
A Argentina, nessa safra, de novembro de 2007 até março já enviou 4,012 milhões de caixas, volume similar ao ano passado. Nesse mesmo período o que ocorreu foi a maior entrada do alho chinês que foi de 2,099 milhões de caixas de novembro de 2007 a março de 2008. Infelizmente essa é a triste realidade vivida pelos produtores nacionais. Apesar de toda a luta da Associação dos Produtores de Alho, não houve nenhuma ação do governo no sentido de evitar esse quadro e quem paga a conta, infelizmente é sempre o produtor.

Novas regras do Pronaf
Agricultores familiares de todo o país passam a contar, a partir de 1º de julho, com a simplificação das normas para a obtenção de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A solicitação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) junto ao Conselho Monetário Nacional (CMN) foi resultado das demandas de movimentos sociais dos agricultores familiares, de extensionistas rurais e dos agentes financeiros em tornar as normas mais simples.
A simplificação do Pronaf atende as expectativas dos agricultores familiares e promoverá maior produção no meio rural brasileiro. Os juros ficam mais baixos e os limites de crédito ampliados. Com isto, os agricultores terão um crédito mais ágil, moderno e adequado às suas necessidades.
A medida publicada traz entre as mudanças a extinção dos grupos C, D e E do Pronaf, constituindo uma única categoria intitulada Agricultura Familiar. As taxas de juros serão reduzidas. Para os financiamentos de custeio, as taxas ficarão de 1,5% a 5,5% ao ano (hoje, variam de 3% a 5,5% para esses grupos que estão sendo extintos). Já as operações de investimento terão juros de 1% a 5% anuais, enquanto atualmente variam de 2% a 5,5% ao ano. As taxas de juros serão definidas pelo valor financiado e, com isso, o critério de equidade do Programa será mantido.
Os grupos A (crédito para a reforma agrária) e B (microcrédito rural) não serão alterados, permanecendo como funcionam atualmente. As linhas especiais (como Pronaf Floresta e Pronaf Jovem, entre outras) continuam a existir, mantendo os enfoques sociais e ambientais do Programa e as mesmas taxas de juros e limites de financiamento das linhas normais. Para essas linhas especiais do Pronaf, passa a valer a queda nas taxas de juros prevista para 1º de julho. Alguns exemplos dessa queda nas linhas especiais: Pronaf Agroecologia, Pronaf Mulher, Pronaf Floresta e Pronaf Agroindústria, que passarão a ter taxas de 1% a 2% ao ano, enquanto hoje variam de 2

Fonte: Olir Schiavenin


 

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